quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Educação X Trabalho

                                          Mãos Desenhando - 1948 (Litografia) - MC Escher
Essa imagem, na qual a mão que desenha está ao mesmo tempo sendo desenhada, vem ao encontro do conceito de educação de qualidade, onde o sujeito é co-autor de sua aprendizagem. Educação que visa a formação de um sujeito pleno em suas potencialidades e no desenvolvimento de suas habilidades, pleno de seus direitos e deveres, onde não ocorre dissociação entre educação de base e educação profissional, nem de uma elite pensante e um proletariado trabalhador e vazio de idéias e direitos.

postado por Luciana Mesquita

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O Movimento de Construção dos Projetos Pedagógicos dos cursos do PROEJA no IFES - Vitória/ES: avanços, tensões e desafios de um processo Político


Com pouco mais de um século de existência, o ensino técnico federal do ES, tem passado por um grande processo de discussão e reflexão. Processo esse iniciado a partir do momento que a Modalidade Educação de Jovens e Adultos entrou no IFES.

Esta nova realidade na instituição federal tem uma trajetória marcada por avanços, tensões e desafios, algo extremamente necessário para que esta modalidade se fortaleça e se consolide.

A vivência desta nova realidade fez surgir à necessidade de se elaborar, de se construir uma proposta curricular que atenda a demanda e as especificidades desta nova clientela: alunos da EJA.

É fato reconhecido por todos que a rede federal se propõe a oferecer uma educação e formação profissional de qualidade e que seu alto grau de seletividade reduz o acesso a esta proposta, o que acaba por configurar o ensino do IFES como um ensino altamente elitizado.

A entrada da modalidade EJA tem trazido um novo pensar sobre esta realidade, tem provocado ranhuras nessa realidade, pois ela enquanto modalidade se propõe a reparar, equalizar, qualificar e regatar o sujeito na perspectiva da cidadania.

Diante desta constatação, a necessidade de se superar uma formação restrita para a EJA, e ainda, a necessidade da realização de um currículo integrado, surgiu então, a necessidade de formarem-se comissões para elaboração dos PPC’s do PROEJA no Instituto Federal do Espírito Santo. As comissões eram compostas por professores das áreas de formação técnica e de formação básica, juntamente com os pedagogos.
As propostas passaram a ser discutidas com foco nas especificidades de cada coordenadoria e junto com o grupo de professores da formação continuada. É importante ressaltar que o trabalho das comissões não poderia se completar sem a participação dos alunos. A forte presença e intensa participação dos alunos nos debates realizados tornaram evidente para todos a amplitude do trabalho que estava sendo realizado.
Destacam-se, entre outros, como avanços significativos, que o processo de discussão e elaboração dos PPC’s promoveu:
  • a superação de uma perspectiva compensatória, presente na oferta da modalidade pela instituição. EJA compreendida como direito;
  • uma efetiva articulação entre educação básica e formação técnica profissional, que visa uma formação integral dos sujeitos;
  • a crescente integração entre ensino e pesquisa em torno do PROEJA no IFES;
  • elaboração de atividades voltadas para a formação continuada dos professores, contribuindo para o repensar pedagógico.
A elaboração dos PPC’s é um processo de construção coletivo, por isso várias tensões foram manifestadas. Essas tensões possibilitam visualizar os desafios a serem enfrentados. As que se tornaram mais evidentes foram:
  • A própria presença da modalidade na instituição e a necessidade de reconhecer o PROEJA como um curso diferenciado dos demais; 
  •  A revisão da forma de ingresso dos alunos nos cursos do Proeja e a evasão;
  •  questionamentos referentes sobre o “padrão de qualidade” dos alunos que seriam formados, visto o público ao qual o PROEJA se destina.
Um processo de construção coletiva, que reuni diferentes atores e suas diferentes formas de pensar EJA, só revela a amplitude dos desafios a serem enfrentados. As tensões numeradas nada mais são do que um alerta para os desafios que a implementação do PROEJA no IFES desperta.
Alguns desafios que não se apresentam como tarefa fácil de ser realizados:
  • elaboração de uma proposta construída especificamente para a EJA, enquanto modalidade integrada à educação profissional;
  • superar a estrutura disciplinar e os objetivos de ensino estabelecidos nos cursos;
  • buscar integração formação básica com formação profissional; 
  • superar a tentativa de se conciliar o que já existe com aquilo que propõe o Documento Base do PROEJA (2006);
  • mudança e diversificação na forma de ingresso dos alunos nos cursos do PROEJA. Foi um grupo de professores que apresentou a proposta de diversificação do processo seletivo, de modo a atingir o público-alvo ao qual se destina o programa
É preciso destacar que vencer os desafios já citados, contribuirá para a redução da evasão nos cursos do PROEJA, ele perpassa por toda a movimentação para a efetiva consolidação desta modalidade. Reduzir a evasão ou até mesmo superá-la é o maior desafio que fica para os profissionais envolvidos nessa luta.
Só é possível mudar aquilo que se conhece. A evasão escolar e a superação do preconceito em relação aos projetos educacionais da EJA e a clientela atendida por ela, devem estar constantemente em pauta para os grupos e comissões. È preciso que se viabilizem momentos que despertem um novo pensar sobre a Educação do jovem e do adulto como um direito de fato.
Referência: http://forumeja.org.br/es/node/215


Por: Jeanny, Margareth, Sandra Helena


domingo, 16 de outubro de 2011

A arte e sua reflexão sobre o trabalhador - Música Comida - Titãs

Os nossos alunos da EJA querem muito mais... 
  tem direito a muito mais do que só comida.
Devemos oferecer uma educação completa, 
que o valorize como um ser social e exerça 
 sua cidadania em plenitude! 
    por Jeanny Gomes

  
COMIDA                            
                                                                                       
                TITÃS
                                                                                       
Bebida é água! 
Comida é pasto!                                                                                                  
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...                                                                      
                                                            
A gente não quer só comida                                                                                                                                                              
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...

A gente não quer só comida                              
A gente quer bebida                                            
Diversão, balé                                                       
A gente não quer só comida                                
A gente quer a vida                                           
Como a vida quer...                                                                                         

Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...

A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Prá aliviar a dor...

A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...

Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
  
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...

A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...

A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Pra aliviar a dor...

A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...

Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade...




Referência:http://www.vagalume.com.br/titas/comida.html

sábado, 15 de outubro de 2011

A arte e sua reflexão sobre o trabalhador - Mafalda


Joaquín Salvador LavadoQuino é um dos cartunistas sul-americanos de grande repercussão no cenário mundial, principalmente pelas tiras de jornal e histórias em quadrinhos da famosa personagem Mafalda, que foi publicada originalmente entre 1964 até 1973. Ela retrata algumas nuances da natureza humana através do comportamento das crianças, o que a torna atemporal. Apesar do tempo e da distância muitas histórias de Mafalda seguem válidas até hoje. Mafalda aparentemente era uma tira destinada ao público infantil, mas seu conteúdo acabou também por trazê-la para o mundo adulto. Em alguns países como a Espanha, por exemplo, todas as suas publicações apareciam com uma tarja avisando os leitores tratar-se de uma obra para adultos.

  As histórias de Mafalda são recheadas com suas preocupações com a política internacional e os progressos científicos que passam a afligir o coração infantil da pequena personagem, refletindo conflitos que as pessoas enfrentam principalmente com a progressiva mudança de costumes e a chegada de novas tecnologias no dia-a-dia das pessoas.

Quino possui um humor tipicamente ácido e muito cínico, aborda com frequência a miséria e o absurdo da condição humana, sem limites de classe. Desta forma, faz com que o leitor enfrente as burocracias, os erros das autoridades, as instituições inúteis, entre outras coisas. Sem dúvida, Quino utiliza seus personagens para enviar sua mensagem de conteúdo social aos seus leitores. As tirinhas dão dicas sobre a cultura do país.

Vivemos numa época de grandes tranformações que influenciam nossa maneira de nos relacionarmos com o mundo. Devemos buscar métodos e adequar os conteúdos a lógica da aprendizagem humana.

Fonte: Quino. Dez anos de Mafalda.



postado por Margareth Almeida Bastos Marchesi

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A arte e sua reflexão sobre o trabalhador - O café - Candido Portinari


O CAFÉ

Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903. Suas telas retratam o povo brasileiro, sua cultura e muito da realidade vivenciada por ele. Com o passar dos anos, o pintor, firmou cada vez mais sua opção pela temática social.
Suas obras eram expressivas e destacavam-se pela releitura que fazia das questões sociais. Mas, além de exaltar o produto agrícola que movimentou grande parte da economia brasileira, Portinari colocava seu idealismo em ação dando destaque, homenageando a figura dos trabalhadores da colheita: homens e mulheres de rosto sofrido, pés descalços e feridos e mãos calejadas.

Por acreditar que era necessário mostrar a realidade - o lado social, Portinari usava da figura humana para expressar o que se via e o que sentia.
Em 1935 recebeu premiação pela tela "Café" na mostra anual do Carnegie Institute de Pittsburgh.
Portinari expressa em Café muito da realidade social. Os homens deformados com o peso dos sacos que trazem aos ombros. As figuras desses catadores de café ganharam, sobretudo, nobreza na visão de Portinari, numa ação que era inédita na arte nacional.

A obra Café poderá ser usada como recurso motivador e reflexivo para exemplificar, mostrar a educação para o trabalho, numa perspectiva econômica e histórica. Ela é um elemento motivador para elaboração de um debate em sala de aula. Debate que possibilitaria entre outros, o reconhecimento, de que mesmo anos depois, somos os trabalhadores representados por Portinari. Identificar traços parecidos com a realidade atual em relação ao trabalho, e ainda, como é pesado o fardo das nossas tarefas do dia a dia.

Reconhecer que somos sujeitos históricos, capazes de compreender e se sentir responsável pela construção da sua própria história.






                                                       Café – 1935
                                            Pintura a óleo/tela 130X195 cm


Referência:http://www.culturabrasil.org/portinari.htm

Por: Sandra Helena Rêgo Moreira Cunha



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Educação de quarto Mundo - Reportagem Revista Veja


Revistas Veja »  Edição 2150 / 3 de fevereiro de 2010



Lya Luft

Educação de quarto mundo

"Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos
ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso?"

No meio da tragédia do Haiti, que comove até mesmo os calejados repórteres de guerra, levo um choque nacional. Não são horrores como os de lá, mas não deixa de ser um drama moral. O relatório "Educação para todos", da Unesco, pôs o Brasil na 88ª posição no ranking de desenvolvimento educacional. Estamos atrás dos países mais pobres da América Latina, como o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Parece que em alfabetizar somos até bons, mas depois a coisa degringola: a repetência média na América Latina e no Caribe é de pouco mais de 4%. No Brasil, é de quase 19%.

No clima de ufanismo que anda reinando por aqui, talvez seja bom acalmar-se e parar para refletir. Pois, se nossa economia não ficou arruinada, a verdade é que nossas crianças brincam na lama do esgoto, nossas famílias são soterradas em casas cuja segurança ninguém controla, nossos jovens são assassinados nas esquinas, em favelas ou condomínios de luxo somos reféns da bandidagem geral, e os velhos morrem no chão dos corredores dos hospitais públicos. Nossos políticos continuam numa queda de braço para ver quem é o mais impune dos corruptos, a linguagem e a postura das campanhas eleitorais se delineiam nada elegantes, e agora está provado o que a gente já imaginava: somos péssimos em educação.

Pergunta básica: quanto de nosso orçamento nacional vai para educação e cultura? Quanto interesse temos num povo educado, isto é, consciente e informado - não só de seus deveres e direitos, mas dos deveres dos homens públicos e do que poderia facilmente ser muito melhor neste país, que não é só de sabiás e palmeiras, mas de esforço, luta, sofrimento e desilusão?

Precisamos muito de crianças que saibam ler e escrever no fim da 1ª série elementar; jovens que consigam raciocinar e tenham o hábito de ler pelo menos jornal no 2º grau; universitários que possam se expressar falando e escrevendo, em lugar de, às vezes com beneplácito dos professores, copiar trabalhos da internet. Qualidade e liberdade de expressão também são pilares da democracia. Só com empenho dos governos, com exigência e rigor razoáveis das escolas - o que significa respeito ao estudante, à família e ao professor - teremos profissionais de primeira em todas as áreas, de técnicos, pesquisadores, jornalistas e médicos a operários. Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso? Quando empregarmos em educação uma boa parte dos nossos recursos, com professores valorizados, os alunos vendo que suas ações têm consequências, como a reprovação - palavra que assusta alguns moderníssimos pedagogos, palavra que em algumas escolas nem deve ser usada, quando o que prejudica não é o termo, mas a negligência. Tantos são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e recompensa.

Sou de uma família de professores universitários. Exerci o duro ofício durante dez anos, nos quais me apaixonei por lidar com alunos, mas já questionava o nível de exigência que podia lhes fazer. Isso faz algumas décadas: quando éramos ingênuos, e não antecipávamos ter nosso país entre os piores em educação. Quando os alunos ainda não usavam celular e iPhone na sala de aula, não conversavam como se estivessem no bar nem copiavam seus trabalhos da internet - o que hoje começa a ser considerado normal. Em suma, quando escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra.

Há gente que acha tudo ótimo como está: os que reclamam é que estão fora da moda ou da realidade. Preparar para as lidas da vida real seria incutir nos jovens uma resignação de usuários do SUS, ou deixar a meninada "aproveitar a vida": alguém pode me explicar o que seria isso?


por Margareth Almeida Bastos Marchesi

domingo, 9 de outubro de 2011

As Reformas da Educação Profissional de 1942 até os dias atuais.

Neste quadro pretendemos fazer uma pequena exemplificação do contexto histórico da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Os principais avanços na Educação até os tempos atuais.

Disciplina: Fundamentos Sociológicos e Filosóficos da Educação Profissional
Professor: Antonio Henrique
Tarefa 01: Quadro comparativo das reformas educacionais
Alunas: Jeanny, Luciana, Márcia, Margareth e Sandra Helena

Análise conceitual
Reforma Capenama 1942
Reforma 5.692 / 1971
Decreto 2.208/1998
Decreto 5.154/2004

Contexto Histórico Brasileiro quando da implantação desta Reforma

Na década de 40, o  Brasil passava por um processo de transição de uma economia agrária para uma economia industrial. Esta reforma foi implantada sob a ditadura conhecida como “Estado Novo”

Regime Militar imperava no Brasil e vivenciávamos o “milagre econômico”.  Destaca-se a crise mundial do petróleo em 1974. Logo após o Brasil passou por um período de pouco ou nenhum desenvolvimento e baixo crescimento. Um total estagnação. Nas grandes cidades vivia-se o crescimento desordenado, pois as pessoas migravam do interior para as capitais.

O Brasil é reconhecido como uma nação com grande expressão superestrutural, e por sua reorganização produtiva. Estamos em tempos de  globalização da economia.

A população aposta em mudanças significativas nos rumos do país com a eleição de um presidente que vinha das camadas populares, da classe dos trabalhadores. Luis Inácio Lula da Silva é o presidente do Brasil.













Papel e Função da Escola implícitos nesta Reforma em relação à formação do trabalhador

A escola servia de instrumento de legitimação da discriminação social. O trabalhador deveria saber apenas o suficiente para atender as necessidades do mercado. Sua formação domesticava a sua consciência. A elite tinha uma formação diferenciada, humanista. 

A Escola tinha a função de formar para atender a necessidade de profissionalização dos trabalhadores.
O trabalho escolar  racionalizado acarretou no despreparo físico, humano e ideológico para que se possa assumir uma tarefa com criticidade. Servia como veículo para a consolidação do Sistema Capitalista.

A escola estabelecia a separação do ensino profissional da educação geral, Seu maior objetivo era o  de capacitar o trabalhador para que se atendesse a demanda de um processo produtivo que operacionaliza várias máquinas.  Refletia uma posição Política Neoliberal,


Percebe-se tentativas de integração entre o Ensino Médio e a Educação Profissional. Movimentos pela consolidação da EJA se consolidam, e tentativas em se superar tendência que valorizam apenas a formação de mão-de-obra para o sistema produtivo em detrimento de uma formação ampliada do sujeito.


Perfil do trabalhador formado neste modelo


O trabalhador não tinha consciência do seu papel.  Sua formação era restrita, destinada às atividades de execução., sem que ele fizesse parte do todo, mas sim de partes desta frente de produção

Em sua grande maioria tinham pouca ou nenhuma escolarização, por isso era precária sua qualificação profissional.

O trabalhador passa a ter competências complexas para executar sua função, pois as sua atividades precisam de um melhor preparo técnico para serem executadas. Mas ainda temos uma escola, que forma  trabalhadores, baseada em uma educação fragmentada, alienada.
Tem uma visão mais reflexiva, Compreende um pouco mais as relações existentes no mundo do trabalho. Reconhece seu papel e exerce múltiplas funções que necessitam de conhecimentos acadêmicos.


domingo, 25 de setembro de 2011

Educação: direito de todos os brasileiros? Existe democratização na educação brasileira?

Foto de Sebastião Salgado

Sebastião Salgado

Sebastião Ribeiro Salgado nasceu em Minas Gerais, em 8 de fevereiro de 1944 é um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade e fotógrafo brasileiro reconhecido mundialmente por seu estilo único de fotografar. Formado em economia pela Universidade de São Paulo, trabalhou na Organização Internacional do Café em 1973, e trocou a economia pela fotografia, inicialmente usando emprestada a câmera fotográfica de sua mulher, Lélia Wanick Salgado.
Ao longo dos anos, Sebastião Salgado tem contribuído generosamente com organizações humanitárias incluindo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, (ACNUR), a Organização Mundial da Saúde(OMS), a ONG Médicos sem Fronteiras e a Anistia Internacional.Com sua mulher, Lélia Wanick Salgado, apoia atualmente um projeto de reflorestamento e revitalização comunitária em Minas Gerais. Em setembro de 2000, com o apoio das Nações Unidas e do UNICEF, Sebastião Salgado montou uma exposição no Escritório das Nações Unidas em Nova Iorque, com 90 retratos de crianças desalojadas extraídos de sua obra Retratos de Crianças do Êxodo
Sebastião Salgado foi internacionalmente reconhecido e recebeu praticamente todos os principais prêmios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Fundou em 1994 a sua própria agência de notícias, "As Imagens da Amazônia" , que representa o fotógrafo e seu trabalho. Salgado e sua esposa Lélia Wanick Salgado vivem atualmente em Paris, autora do projeto gráfico da maioria de seus livros. O casal tem dois filhos.

Prêmios recebidos por Sebastião Salgado

  • Prêmio Príncipe de Asturias das Artes, 1998.
  • Prêmio Eugene Smith de Fotografia Humanitária.
  • Prêmio World Press Photo
  • The Maine Photographic Workshop ao melhor livro foto-documental.
  • Eleito membro honorário da Academia Americana de Artes e Ciência' nos Estados Unidos.
  • Prêmio pela publicação do livro Trabalhadores.
  • Medalha da Inconfidência.
  • Medalha de prata Art Directors Oub nos Estados Unidos.
  • Prêmio Overseas Press Oub oí America.
  • Alfred Eisenstaedt Award pela Magazine Photography.
  • Prêmio Unesco categoria cultural no Brasil.

Suas Principais obras

  • Trabalhadores (1996)
  • Terra (1997)
  • Serra Pelada (1999)
  • Outras Américas (1999)
  • Retratos de Crianças do Êxodo (2000) 
  • Exodos (2000) 
  • O Fim do Pólio (2003)
  • Um Incerto Estado de Graça (2004) 
  • O Berço da Desigaldade (2005)
  • África (2007)